Pacific News #239: A hora mais escura
Assunto do momento: Caracas atingida por ataque cibernético
O que aconteceu: Donald Trump deu a entender que uma operação cibernética dos EUA interrompeu a rede elétrica de Caracas durante a captura de Nicolás Maduro.
Por que isso é importante? Energia e internet se tornaram alvos estratégicos em campos de batalha, e permanecem altamente vulneráveis.
O que o Trump disse: Segundo o presidente, a capital ficou no escuro graças à “expertise” americana, facilitando a operação militar.
Confirmações indiretas:
- O chefe do Estado-Maior disse que comandos cibernéticos e espaciais criaram condições para a entrada das forças do EUA
- A NetBlocks registrou queda de energia e de internet em Caracas durante o ataque
Contexto: A Venezuela já vinha acusando os EUA de ataques cibernéticos recentes, inclusive contra a estatal de petróleo PDVSA.
Sim, mas: A Casa Branca e os comandos militares não comentaram diretamente as acusações.
Turismo sob ataque: Nova campanha de phishing assusta turistas

A tática: Viajantes para a Europa são os mais recentes alvos de uma campanha de phishing que utiliza um novo ataque ClickFix, exibindo falsas telas de erro do Windows para instalar o trojan DCRat.
Por que isso é importante? O malware realiza ampla vigilância e roubo de dados do dispositivo, incluindo registro de teclas digitadas, captura de telas e implantação de outros payloads maliciosos como mineradores de criptomoedas.
Nas entrelinhas: A fraude começa com e-mails de phishing que imitam cancelamentos do Booking.com e redirecionam as vítimas para uma página fraudulenta. Uma falsa “tela azul da morte” induz os usuários a executarem um script que instala o trojan.
O truque: O ataque usa de forma inteligente o PowerShell e o MSBuild para driblar a detecção por antivírus.
Como se proteger: Desconfie de links suspeitos em e-mails e monitore atividades incomuns do PowerShell ou do MSBuild.
Saiba mais: Pesquisadores da Securonix identificaram strings de depuração em cirílico e similaridades estruturais com o AsyncRAT, ligando a campanha a desenvolvedores de língua russa.
De volta para o futuro: Quais ameaças digitais nos aguardam em 2026?

IA em pauta: Especialistas em cibersegurança destacam IA generativa, engenharia social e deepfakes como grandes ameaças em 2026.
Por que isso é importante? As tendências de ameaças cibernéticas mostram como e onde os ataques vão evoluir, permitindo que você se antecipe aos riscos e não apenas reaja a eles. Entendê-las hoje significa reduzir impacto, custos e surpresas amanhã.
Os grandes riscos: O que preocupam os especialistas?
- Sistemas autônomos. IAs criam, executam planos em múltiplos estágios e aprendem através de interações – muitas vezes com excesso de permissão.
- Identidade e Zero Trust. A identidade é o principal perímetro da cibersegurança a ser protegido – e quebrado. Isso inclui chaves de API, contas de serviço e bots.
- Engenharia social. Deepfakes estão cada vez mais realistas, escaláveis e sofisticados.
- Ataques à cadeia de suprimentos. Fornecedores terceirizados permanecem um potencial risco que não pode ser ignorado. A Jaguar Land Rover foi um exemplo em 2025.
O que proteger: Onde é ideal concentrar os esforços?
- Inventário de ativos, detalhes de softwares, componentes, bibliotecas e APIs.
- Governança corporativa. Conselhos tratarão o risco cibernético como prioridade máxima; pressão legal cresce.
- Foco nos guardrails. Especialmente se sua empresa está expandindo o uso de IA.
- Visibilidade e gerenciamento da superfície de risco. Tenha controle sobre onde sua informação sensível está armazenada.
Previsão ousada: Autenticação com senhas vai desaparecer. Veremos adoção de métodos passwordless e passkeys.
Saiba mais: Essas previsões foram feitas em um debate entre Rob Wright, da Dark Reading, David Jones, do Cybersecurity Dive e Alissa Irei, da Tech Target Search. A íntegra do debate e das previsões você pode conferir no site da Dark Reading.
Papo Rápido
@CVEs
Atacantes estão explorando ativamente uma vulnerabilidade crítica no MongoDB para roubar informações confidenciais diretamente da memória de um servidor afetado. (DarkReading)
A falha CVE-2020-12812, no Fortinet, está sendo explorada por atacantes para burlar a autenticação com MFA. (BleepingComputer)
Mais uma falha crítica em pacotes npm, agora no pacote “@adonisjs/bodyparser”. A falha, de criticidade 9.2, permite escrita arbitrária em servidores. (TheHackerNews)
@Patches
Novas correções de segurança do Android chegaram essa semana. Destaque para mitigações no Google Play Protect, serviços mobile e um codec de áudio do Dolby – CVE-2025-54957. (Android)
Produtos Microsoft deixarão de receber suporte em 2026. São eles: Windows 11 23H2, Windows 11 24H2, Windows 11 SE e Microsoft Office 2021. (PCWorld)
@Bitcoin
Cibercriminoso que se declarou culpado de conspiração para lavar bilhões de dólares em bitcoins roubados no ataque à Bitfinex em 2016 foi libertado da prisão graças à lei de Trump. (Cyberscoop)
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Escrito por: Thaís Hudari Abib, Murilo Lopes e Cíntia Baltar
Arte: George Lopes e Anselmo Costa